TRANSFORMANDO A EDUCAÇÃO: PRÁTICAS INOVADORAS DE ENSINO

Data de Publicação: 17/11/2019

Congresso: VI Congresso Brasileiro dos Engenheiros Sem Fronteiras

Autores: Júlia Antunes, Gabriel Schaan Chiele

Resumo: As transformações sociais, econômicas, políticas e culturais que vêm ocorrendo nas últimas décadas alteramos processos de relações humanas e tecnológicas. A educação trabalha com essas transformações, interligando relação direta entre a sociedade e a escola. No entanto, observa-se que o modelo utilizado na aprendizagem é muito similar ao de tempos passados, não acompanhando os avanços da humanidade. A metodologia já não atende mais aos anseios da juventude, não colaborando com os agentes das mudanças no mundo. Por outro lado, acredita-se que práticas inovadoras e inclusivas possam trazer maior satisfação aos professores e aos alunos. No presente artigo busca-se a reflexão sobre uma educação transformadora através de modelo onde haja participação mútua entre professor, alunos, familiares e comunidade. Com isso, apresenta-se o projeto Partilhando Saberes desenvolvido pela organização Engenheiros Sem Fronteiras Núcleo Porto Alegre junto à Fundação O Pão dos Pobres. Além disso, o Núcleo realiza atividades com o propósito de tornar Porto Alegre uma cidade mais sustentável e resiliente. No Dia Internacional da Juventude realizaram-se atividades de revitalização de espaços comunitários, incentivando a autonomia de crianças e jovens nas comunidades.

Palavras Chave: Engenheiros Sem Fronteiras. Educação. Transformação Social. Resiliência.

EDUCANDO COM ARTE – PROJETO ELÉTRICO NA ALDEIA DA FRATERNIDADE

Data de Publicação: 23/05/2019

Congresso: I Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade

Autores: Gabriel Schaan Chiele, Juliana Nora, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho

Resumo: A formação de profissionais através de universidades e cursos é voltada para crescimento do indivíduo e própria para conquistas pessoais. Necessita-se criar uma cultura empática na academia para que se formem pessoas com uma visão do coletivo. As políticas públicas poderiam diminuir as desigualdades, porém não há grande investimento nessas práticas por parte dos governos e, por este motivo, a atuação de agentes sociais é importante. No intuito de agregar para diminuição deste contraste social, a Aldeia da Fraternidade é uma associação sem fins lucrativos que oferece novas perspectivas de vida para centenas de crianças, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social. Criado pela instituição, o projeto Educando com Arte propõe a promoção da inclusão social através da música para as crianças e adolescentes que frequentam a Aldeia da Fraternidade. Para segurança das crianças e o bom funcionamento do projeto, foi necessária a revitalização de uma das edificações da Instituição. Assim, a Associação contou com o auxílio dos voluntários do Engenheiros Sem Fronteiras – Núcleo Porto Alegre, que realizaram o levantamento do local, desenhando a planta baixa, desenvolvendo o projeto elétrico renovado do local, com orçamento e memorial descritivo. De posse destes materiais, a Instituição pôde participar de edital governamental, viabilizando financeiramente a execução das reformas. A parceria entre a instituição e a ONG perdura atualmente, pois acredita-se no crescimento mútuo, através de aplicação do conhecimento voltado para sociedade e no impacto positivo das ações que são realizadas.

Palavras-chave: Engenharia. Transformação. Formação. Engenheiros Sem Fronteiras.Voluntariado.

O PAPEL DOS ENGENHEIROS SEM FRONTEIRAS NA AUTOGESTÃO DE COMUNIDADES VULNERÁVEIS

Data de Publicação: 23/05/2019

Congresso: I Encontro Latino-Americano de Engenharia e Sociedade

Autores: Júlia Antunes, Gabriel Schaan Chiele, Mauricio Polidoro, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho

Resumo: No Brasil, de acordo com o último levantamento de dados do IBGE, existem 15,3 milhões de pessoas que se encontram em situação de extrema pobreza, consequentemente em situação de moradia precária. Esta realidade ocasiona uma série de violações de direitos, ou seja, existem pessoas que habitam margens de rios e ficam sujeitas a inundações, bem como nas encostas de morros com riscos de desabamento dentre diversas outras situações que levam determinados grupos populacionais a estarem mais suscetíveis a riscos de vida. No intuito de prevenir os desastres naturais, é importante a elaboração de planos de contingência, que descrevam de forma clara e concisa uma resposta de ação possível para amenizar tais riscos. Dessa forma, conta-se com auxílio de associações sem fins lucrativos para autogestionar comunidades que se encontram em situação de vulnerabilidade social. É nessa linha que a Engenheiros Sem Fronteiras exerce, através do voluntariado, projetos e ações dentro de comunidades. Em Porto Alegre, o Núcleo atualmente atende as comunidades São Pedro, Rua da Represa e Vida Nova, aplicando uma política de autogestão, ou seja, os projetos são construídos dialogicamente com os moradores das comunidades para que, após a conclusão, seja proporcionado o desenvolvimento de autonomia e autogestão. A Comunidade Vida Nova, localizada a quase 30 km da área central de Porto Alegre, atualmente encontra-se em tratativas de acordo com a Prefeitura Municipal para aquisição da área já ocupada, sendo o papel da organização auxiliar, nesta etapa, no diagnóstico situacional da área, realizando levantamento de valores e gestão de riscos. Neste contexto, o artigo pretende provocar a reflexão sobre a autogestão, debatendo sobre a complexidade que exige para o engajamento entre os voluntários e as comunidades atendidas. O objetivo do diálogo é buscar alternativas que amenizem os impactos negativos provenientes de desastres naturais às populações vulneráveis através da autogestão.